Nada mais justo e até simbólico que tudo comece onde as culturas se encontraram pela primeira vez e a nossa sociedade atual se inicou.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Palpites para a Copa 2014 - Cerimônia de Abertura
Estádio Fonte Nova, Salvador-BA
Nada mais justo e até simbólico que tudo comece onde as culturas se encontraram pela primeira vez e a nossa sociedade atual se inicou.
Nada mais justo e até simbólico que tudo comece onde as culturas se encontraram pela primeira vez e a nossa sociedade atual se inicou.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Palpites para a Copa 2014
Voltando a falar do Rio...
Agora que o Rio já teve uma final de Copa do Mundo e terá sua própria Olimpíada, acho justo que os eventos importantes da Copa do Mundo sejam distribuídos às outras cidades, uma em cada região.
Ou seja, a final da Copa ou qualquer outro grande marco deste evento, não deveria mais ser no Maracanã
Falarei disso ao longo da semana.
Agora que o Rio já teve uma final de Copa do Mundo e terá sua própria Olimpíada, acho justo que os eventos importantes da Copa do Mundo sejam distribuídos às outras cidades, uma em cada região.
Ou seja, a final da Copa ou qualquer outro grande marco deste evento, não deveria mais ser no Maracanã
Falarei disso ao longo da semana.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Uma metáfora de merda
Ainda, sobre os "especialistas" da imprensa. Cadê os especialistas genuínos?
Foram rebaixados à função de consultores. E, na maioria das vezes, são convidados, esporadicamente, para falar porque concordam com aquela opinião específica, independente de sua competência. A análise mesmo fica por conta dos colunistas/jornalistas. Cada um com sua própria lógica e critério para concluir o que bem entender. É o que venho sempre venho criticando de um erro do senso-comum que a imprensa não se presta a se acautelar. Primeiro tira-se uma conclusão (conveniente a sua posição anterior ao acontecimento), depois selecionam-se dados e argumentos, para fazer uma farofa especulativa que seja favorável à conclusão previamente estabelecida.
Numa metáfora agressiva, eles fazem um PF com os fatos e interpretações mais tragáveis, engolem tudo, digerem-nos e cagam uma análise mole ou consistente, dependendo da capacidade digestória. Consistente ou não, é tudo bosta, do mesmo jeito.
No caso de Honduras, o lado X diz e "prova" que o golpe é constitucional. O lado Y comprova que golpe é golpe. Aí o lado X cita um dispositivo legal para corroborar sua tese. Em resposta, o lado Y interpreta o tal dispositivo no contexto e refuta a tese oposta. Isso tudo sem fazer uma citação literal de fonte, ou seja, citam a numeração dos dispositivos ou o nome de uma publicação qualquer sobre o assunto, mas deixam no ar o que diz o texto contido neles.
E pra me deixar mais revoltado ainda, eles julgam a sua tese tão consistente que defendem o "filho" que eles mesmos pariram com a arrogância típica dos autoproclamados "elite pensante".
Porfim, os lados ficam de mal, como já estavam antes da discussão. Assim, eles "vendem" suas opiniões cagadas para uma massa de sub-especialistas que fazem o papel de jogar a bosta no ventilador e disseminar suas teses para todos os cantos, reforçando pré-conceitos.
Depois, quem tem que se limpar é todo mundo, e não quem defecou.
Foram rebaixados à função de consultores. E, na maioria das vezes, são convidados, esporadicamente, para falar porque concordam com aquela opinião específica, independente de sua competência. A análise mesmo fica por conta dos colunistas/jornalistas. Cada um com sua própria lógica e critério para concluir o que bem entender. É o que venho sempre venho criticando de um erro do senso-comum que a imprensa não se presta a se acautelar. Primeiro tira-se uma conclusão (conveniente a sua posição anterior ao acontecimento), depois selecionam-se dados e argumentos, para fazer uma farofa especulativa que seja favorável à conclusão previamente estabelecida.
Numa metáfora agressiva, eles fazem um PF com os fatos e interpretações mais tragáveis, engolem tudo, digerem-nos e cagam uma análise mole ou consistente, dependendo da capacidade digestória. Consistente ou não, é tudo bosta, do mesmo jeito.
No caso de Honduras, o lado X diz e "prova" que o golpe é constitucional. O lado Y comprova que golpe é golpe. Aí o lado X cita um dispositivo legal para corroborar sua tese. Em resposta, o lado Y interpreta o tal dispositivo no contexto e refuta a tese oposta. Isso tudo sem fazer uma citação literal de fonte, ou seja, citam a numeração dos dispositivos ou o nome de uma publicação qualquer sobre o assunto, mas deixam no ar o que diz o texto contido neles.
E pra me deixar mais revoltado ainda, eles julgam a sua tese tão consistente que defendem o "filho" que eles mesmos pariram com a arrogância típica dos autoproclamados "elite pensante".
Porfim, os lados ficam de mal, como já estavam antes da discussão. Assim, eles "vendem" suas opiniões cagadas para uma massa de sub-especialistas que fazem o papel de jogar a bosta no ventilador e disseminar suas teses para todos os cantos, reforçando pré-conceitos.
Depois, quem tem que se limpar é todo mundo, e não quem defecou.
sábado, 10 de outubro de 2009
Surfando na crista de Honduras
Essa tendência de se falar de qualquer jeito sobre qualquer coisa tem sido muito levada para a imprensa.
É só acontecer algum fato polêmico que todo mundo vira autoridade no assunto. Jornais impressos e de TV nem mais se constrangem em colocar especialistas em porra nenhuma para fazer profundas análises sobre os mais variados e complexos temas, em jornais e mesas de debates.
A onda agora é ser doutor em legislação hondurenha. Se esta minha colocação fosse lida seis meses atrás, soaria como uma piada sem-graça. Mas não. De uns dois meses pra cá, todo mundo conhece a fundo sociologia e direito hondurenho desde a faculdade. E o mais impressionante é que (aposto) absolutamente NENHUM desses jornalistas/colunistas sequer conhece algum cidadão hondurenho para discorrer sobre o assunto com propriedade. Muito menos pôs os pés naquele país algum dia, viu a realidade ou conhecem bem o funcionamento das coisas por lá. Eu também, até outro dia, nunca tinha ouvido falar em Tegucigalpa. Mas estou tentando me colocar no lugar dos habitantes daquele país.
Chega a ser desrespeitoso.
É só acontecer algum fato polêmico que todo mundo vira autoridade no assunto. Jornais impressos e de TV nem mais se constrangem em colocar especialistas em porra nenhuma para fazer profundas análises sobre os mais variados e complexos temas, em jornais e mesas de debates.
A onda agora é ser doutor em legislação hondurenha. Se esta minha colocação fosse lida seis meses atrás, soaria como uma piada sem-graça. Mas não. De uns dois meses pra cá, todo mundo conhece a fundo sociologia e direito hondurenho desde a faculdade. E o mais impressionante é que (aposto) absolutamente NENHUM desses jornalistas/colunistas sequer conhece algum cidadão hondurenho para discorrer sobre o assunto com propriedade. Muito menos pôs os pés naquele país algum dia, viu a realidade ou conhecem bem o funcionamento das coisas por lá. Eu também, até outro dia, nunca tinha ouvido falar em Tegucigalpa. Mas estou tentando me colocar no lugar dos habitantes daquele país.
Chega a ser desrespeitoso.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Vantagens e Desvantagens
O bom da internet é que ela leva a pluralidade de opiniões a um patamar que nunca tinha visto. E quanto mais opiniões diferentes, mais fácil fica de enxergar as faces da realidade, se você souber ler criticamente.
O ruim é que as argumentações são baseadas em informações de pouca confiabilidade, principalmente em se tratando de discussões políticas. Daí, sai muita merda nessas páginas de opiniões. O Palpite do Dia, inclusive. Pelo menos aqui, todo mundo já sabe que a pretensão não é de ser entendido de assunto nenhum. As opiniões devem ser lidas como meros palpites mesmo, conscientes da grande possibilidade de equívocos. Tenho até placar pra isso.
O ruim é que as argumentações são baseadas em informações de pouca confiabilidade, principalmente em se tratando de discussões políticas. Daí, sai muita merda nessas páginas de opiniões. O Palpite do Dia, inclusive. Pelo menos aqui, todo mundo já sabe que a pretensão não é de ser entendido de assunto nenhum. As opiniões devem ser lidas como meros palpites mesmo, conscientes da grande possibilidade de equívocos. Tenho até placar pra isso.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Metamorfose ambulante
Em 31 de maio, deixei este rascunho pronto.
(Na íntegra e sem correções)
Hoje vão ser definidas as capitais que receberão os jogos da Copa do Mundo.
Nem vou constar como palpite que algumas como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre já estão garantidas. Seria como apostar que o Brasil, a Argentina, a Alemanha e a Itália estarão na África do Sul.
Em princípio, eu não via essa Copa do Mundo no Brasil com muita simpatia. Sei que gera empregos, pode vir uma enxurrada de investimentos e uma propaganda poderosa do Brasil no exterior. Porém acho que o provável recurso público gasto nisso não compensa. Como já aconteceu com o Pan, diga-se.
Agora, que já está decidido, nada me resta senão reclamar do que vem pela frente.
Outra grande possibilidade é a de que o Maracanã vai ser o palco das finais. A cidade nem foi oficialmente escolhida e esse plano já é feito abertamente. Sou implicado com que todos os grandes eventos esportivos do Brasil têm que ser no Rio de Janeiro. Foi assim com o Pan, está sendo assim com a Copa e sempre foi feita aquela propaganda das Olimpíadas dessa forma.
Fala-se que a cerimônia de abertura seria em Belo Horizonte e o jogo inaugural em São Paulo - ou vice-versa (o que me também me aborrece, porque concentraria todos os eventos chamativos no Sudeste). Mas a final, aquele que será o evento mais importante, já é consensual que será no Rio mesmo.
Eu pergunto: por que o Rio? Por que, quando é para ser a coisa mais importante, tem que ser só no Rio? Não tenho nada contra a cidade maravilhosa (que é maravilhosa só de longe, diga-se), mas temos outras cidades tão ou mais bem preparadas que o Rio de Janeiro para receber eventos desse porte.
Não sei por quê existe essa preferência, esse excesso de investimentos nessa cidade, que já demonstrou inúmeras vezes que não sabe aproveitar oportunidades como essas para melhorar a vida da população, trazer melhorias de longo prazo para a cidade. O Pan, como meu exemplo maior deu nisso mesmo.Nem o Rio, nem o Brasil melhorou com a vinda do Pan para essa cidade.
Posso reclamar por outro motivo também. O Maracanã já recebeu uma final de Copa do Mundo. O Brasil é tão grande com tantas cidades com potencial, mas o Brasil acha que o Rio é mais brasileiro que o resto do país.
...
A postagem ficou por terminar. Agora vejam como são as coisas e como somo maleáveis.
Após a aprovação do Rio como sede das Olimpíadas de 2016 e toda aquela comovente conspiração em favor, já considero muito justa essa honra ao Rio de Janeiro.
Aqui é assim. Pra não ser hipócrita de ver defeitos só nos outros, o Palpite do Dia esculacha até a si próprio.
Mas tem que investir com planejamento de longo prazo e responsabilidade. Essa opinião não mudou.
(Na íntegra e sem correções)
Hoje vão ser definidas as capitais que receberão os jogos da Copa do Mundo.
Nem vou constar como palpite que algumas como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre já estão garantidas. Seria como apostar que o Brasil, a Argentina, a Alemanha e a Itália estarão na África do Sul.
Em princípio, eu não via essa Copa do Mundo no Brasil com muita simpatia. Sei que gera empregos, pode vir uma enxurrada de investimentos e uma propaganda poderosa do Brasil no exterior. Porém acho que o provável recurso público gasto nisso não compensa. Como já aconteceu com o Pan, diga-se.
Agora, que já está decidido, nada me resta senão reclamar do que vem pela frente.
Outra grande possibilidade é a de que o Maracanã vai ser o palco das finais. A cidade nem foi oficialmente escolhida e esse plano já é feito abertamente. Sou implicado com que todos os grandes eventos esportivos do Brasil têm que ser no Rio de Janeiro. Foi assim com o Pan, está sendo assim com a Copa e sempre foi feita aquela propaganda das Olimpíadas dessa forma.
Fala-se que a cerimônia de abertura seria em Belo Horizonte e o jogo inaugural em São Paulo - ou vice-versa (o que me também me aborrece, porque concentraria todos os eventos chamativos no Sudeste). Mas a final, aquele que será o evento mais importante, já é consensual que será no Rio mesmo.
Eu pergunto: por que o Rio? Por que, quando é para ser a coisa mais importante, tem que ser só no Rio? Não tenho nada contra a cidade maravilhosa (que é maravilhosa só de longe, diga-se), mas temos outras cidades tão ou mais bem preparadas que o Rio de Janeiro para receber eventos desse porte.
Não sei por quê existe essa preferência, esse excesso de investimentos nessa cidade, que já demonstrou inúmeras vezes que não sabe aproveitar oportunidades como essas para melhorar a vida da população, trazer melhorias de longo prazo para a cidade. O Pan, como meu exemplo maior deu nisso mesmo.Nem o Rio, nem o Brasil melhorou com a vinda do Pan para essa cidade.
Posso reclamar por outro motivo também. O Maracanã já recebeu uma final de Copa do Mundo. O Brasil é tão grande com tantas cidades com potencial, mas o Brasil acha que o Rio é mais brasileiro que o resto do país.
...
A postagem ficou por terminar. Agora vejam como são as coisas e como somo maleáveis.
Após a aprovação do Rio como sede das Olimpíadas de 2016 e toda aquela comovente conspiração em favor, já considero muito justa essa honra ao Rio de Janeiro.
Aqui é assim. Pra não ser hipócrita de ver defeitos só nos outros, o Palpite do Dia esculacha até a si próprio.
Mas tem que investir com planejamento de longo prazo e responsabilidade. Essa opinião não mudou.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
No Vi o Mundo

Só eu que percebi a piada pronta? Logo abaixo da chamada anti-Folha em pauta, leio: "Publicidade William Bonner conta 40 anos de história do 'Jornal Nacional' Livraria da Folha" Foi intencional?
Piada pronta também publicada no Vi o Mundo, no dia 25 de setembro de 2009.
Atualização 21 de outubro: a piada pronta foi meu comentário ingênuo. Agora, que botei meus óculos, que entendi que era uma colagem do site sem edições. Como não posso apagar a minha ignorância do Vi o Mundo, o melhor é confessá-la aqui. Talvez eu devesse dizer que a piada pronta estava no fato de o Azenha fazer indiretamente a propaganda. Mas seria uma piada muita da sem sal.
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